Just another WordPress.com site

 

 

Alex

Guilherme

Maria de Fátima

Marli

Marisa

As mudanças na sociedade, no trabalho e  na vida das pessoas são evidentes. Com a grande expansão das tecnologias de informação e comunicação, as formas de comunicação, produção e de gerir conhecimento se modificaram. Alguns paradigmas presentes nas escolas parecem estar com os dias contados: a competição entre alunos e entre professores, a produção individual de conhecimentos, a fragmentação, o isolamento das escolas…

Para aqueles professores que ainda estão com os pés em dois mundos parece que a migração para produção de  conhecimentos de forma cooperativa e multidisciplinar não é tão fácil como possa parecer num primeiro momento. Assim novas habilidades lhes são exigidas. Entre elas podemos citar: a da pesquisa permanente, o trabalho em grupos multidisciplinares e o conhecimento das potencialidades das TIC, entre outras.

Segundo o Caderno da UNESCO, Padrões de Competências em TIC para professores esta migração para criação dos conhecimentos se faz de forma gradual na maioria dos professores, passando por três abordagens: alfabetização em tecnologia, aprofundamento do conhecimento e criação do conhecimento. Em cada uma delas as habilidades exigidas são diferentes, se sofisticando bastante na última delas (criação de conhecimentos).

Aos educadores deste século, então, cabe a tarefa de preparar-se para oferecer possibilidades de desenvolvimento gradativo dessas habilidades. Sem dúvida, o uso das tecnologias de informação e conhecimento é uma dessas oportunidades, “por intermédio do uso corrente e efetivo da tecnologia os alunos têm a chance de adquirir complexas capacidades em tecnologia.Ainda segundo o documento, em um ambiente educacional qualificado, a tecnologia pode permitir que os alunos se tornem usuários autores, pessoas que buscam, analisam e avaliam a informação, solucionem problemas e tomem decisões, usuários criativos de ferramentas de produtividade, comunicadores, colaboradores, editores e produtores, cidadãos informados e que oferecem contribuições.

Aos responsáveis pela formulação de políticas educacionais, então, cabe a tarefa de propiciar recursos técnicos e formação profissional aos docentes a fim de que se concretizem os padrões de competências indicados pela UNESCO já citados anteriormente: – alfabetização tecnológica, aprofundamento de conhecimento e criação de conhecimento.

Finalmente, para construir uma sociedade baseada em conhecimento os educadores precisam “ser” continuamente desbravadores desse novo tempo a fim de que seus alunos possam conquistar tantas e quantas competências forem necessárias para “ser” no século XXI, uma sociedade baseada no conhecimento.

Para tal, são necessárias mudanças no formato das aulas, historicamente direcionadas pelo professor transmissor. Uma das maneiras encontradas para tornar o aluno o sujeito de seu próprio conhecimento é a pedagogia dos projetos.

No entanto, quando o professor elabora um projeto pedagógico deve refletir sobre as competências e habilidades que quer desenvolver e que transformações espera que aconteçam durante a criação, o desenrolar e após a aplicação do projeto nos alunos. É o momento áureo, quando é possível contemplar uma significativa transformação nos jovens, mas para isto é necessário que eles se sintam desafiados. Esse parece ser um dos pontos mais importantes. 

Ainda em relação aos projetos desenvolvidos nas escolas: por que não deixar que os alunos sejam co-autores dos mesmos? Lançar ideias, coletar dados com eles perguntar o que os aflige ou o que lhes deixam com dúvidas em sua vida? É a enchente em sua rua? O cadáver que apareceu em sua porta? A conta de “luz” que está alta ou o “gasto de energia” em sua comunidade? Será que não haveria tópicos de física, química, geografia ou mesmo inglês para ver com esses temas? Ou será que as competências desejadas realmente são as de memorização e acesso de informações como em um winchester e só se muda o nome de “assunto da unidade (conteudista), para “projeto tal”? Não adianta inserir somente o termo projeto para que se tenha o desenvolvimento de competências inovadoras. Não adianta inserir TIC como novidade para dizer que a escola mudou. Antes de tudo é preciso que um projeto tome o corpo de um projeto, seja estruturado e pensado segundo seus critérios de execução e que os professorem saibam e sejam parte do PPP da escola para que seu projeto não destoe de um contexto de aplicação.  

Além disso, cada abordagem não se limita ao desenvolvimento exclusivo de habilidades em TIC, mas sim, de uma evolução mais ampla que contempla: as políticas educacionais, o currículo  e a avaliação, a pedagogia, as TIC, a organização e administração da escola e o desenvolvimento profissional dos professores.

Estas novas abordagens na aprendizagem visam um papel mais autônomo, crítico e ativo dos indivíduos na sociedade, possibilitando uma participação nas decisões e articulações : CIÊNCIA, SOCIEDADE E TECNOLOGIA. 

Sintetizando, em relação a competências e habilidades para o século XXI pode-se afirmar que:

- Não dá mais para centrar a aula em conteúdos, mas sim em adquirir habilidades que por sua vez levam o aluno a algumas competências.

_ As competências precisam ser desenvolvidas para a resolução de problemas que vão surgindo no decorrer da vida.

- Não basta saber, mas também saber fazer. Falta muito ligar os saberes com a prática do dia a dia.

- O uso das tecnologias contribui para a autonomia e criatividade na aquisição dessas competências necessárias na resolução de problemas.

- Existem alguns padrões de uso das tecnologias que variam no grau de aprofundamento: a alfabetização digital, o aprofundamento nos conhecimentos digitais e a criação de conteúdo.

-O professor do século XXI precisa ter competência para flexibilizar o currículo de acordo com o interesse e necessidade dos educandos, saber utilizar as tecnologias para produção de conhecimento tanto seu quanto dos alunos, tronar-se também um aprendiz, propor trabalhos colaborativos.

-O aluno do século XXI precisa adquirir competências para resolução de problemas, para aprender a aprender, trabalhar de forma cooperativa, exercitar a autoria, tornar-se empreendedor.

Os educadores e gestores parecem já estar  conscientes da necessidade de mudanças na educação, porém existe ainda uma distância entre o que se diz e se faz na escola, na maioria dos casos. Estamos atravessando a ponte entre o antigo fazer e as exigências do novo século, em que a tecnologia é fato irreversível, sendo um instrumento de autonomia e cooperação, se bem utilizada. Associada a ela, novas posturas pedagógicas como o"Saber fazer" recomendado por Delors, a partir da “compreensão do todo”, sugerida na teoria da complexidade por Morin, são a chave para que a educação de fato seja um agente transformador da sociedade doente em que vivemos.

Referências

UNESCO, Padrões de Competência em TIC para professores:Diretrizes de implementação.Versão 1.0. Paris, 2008.

UNESCO, Padrões de Competência em TIC para professores: Marco Político. Paris, 2008.

UNESCO, Padrões de Competência em TIC para professores: Módulos de padrão de competência. Paris, 2008.

About these ads

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Nuvem de tags

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: